Joyce Braga
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fotografia para iniciantes

Dicas de Fotografia

3 Editores de Imagens que eu uso

Quem trabalha na internet ou com comunicação/publicidade de um modo geral, sabe que uma imagem vale mais que mil palavras. Frequentemente recebo mensagens de pessoas perguntando quais programas de edição eu uso e ao todo são três: Lightroom, Picmonkey e Photoscape. Neste post vou falar sobre cada um deles e as ferramentas que mais gosto de aplicar.

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{ Photoscape }

O programa Photoscape é free e você pode baixar facilmente (clicando aqui). Ele é um editor bem simples mas que você consegue fazer bastante coisa e vai muito além das edições. Nele você também pode fazer colagens, gifs, criação de artes e etc. Por muitos anos ele foi o meu único editor. Hoje em dia ainda uso, mas apenas para comandos mais rápidos e simples.

Na aba “tools” vocês encontram os retoques. É possível fazer pequenas correções do tipo esconder marquinhas indesejadas no rosto como espinhas por exemplo. Ele também oferece o efeito Blur, que nada mais é do que um desfoque. Vejo muita gente usando essa ferramenta para ficar com uma pele de pêssego. Eu particularmente acho fake demais, mesmo se você usar com moderação. A sensação que eu tenho é que não fica real e a foto acaba perdendo um pouco da nitidez – o que pra mim é péssimo. É muito mais fácil você usar a ferramenta de retoque e tirar pontualmente a marquinha indesejada do que aplicar o blur e comprometer toda a imagem.

Minhas fotos de resenhas de produtos são editadas sempre nesse programa. As ferramentas que mais uso são: brilho/contraste, redimensionamento de imagem e cortes. Ele oferece também uma gama de filtros bem interessantes, mas se você tem blog e pretende usá-lo para edições de fotos de resenhas não recomendo o uso dos filtros porque neste caso acaba perdendo a cor fiel do produto (e essa dica vale para qualquer editor). O Photoscape é prático, não pesa no computador e mesmo que seja um programa voltado mais para iniciantes, dá para brincar bastante com ele.

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{PicMonkey}

PicMonkey é um programa de edição de imagens online e existe na versão free e paga. Eu tenho a versão paga e mensalmente é descontado $5 no meu cartão de crédito. Acho um valor bem justo já que os recursos são maiores. No entanto, se você deseja trabalhar apenas com o básico recomendo usar gratuitamente mesmo, que assim como o Photoscape, apesar de ter suas limitações, sabendo explorar, dá para criar bastante coisa.

picmonkey

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Gosto desse programa mais para criação de artes e aplicação de filtros em determinadas fotos de uso pessoal. Com ele você consegue os comandos básicos como: cortes, redimensionamentos, controles de exposição/contrastes e saturação. Além disso, ele apresenta uma variedade de filtros, bordas e temas personalizáveis. É possível também fazer retoques, colagens, adicionar textos e figuras para ilustrar suas imagens. A vantagem de ser online é que você não ocupa espaço no seu computador e pode utilizá-lo em qualquer lugar, basta estar conectado.

Na criação de artes, acho ele incrível! Geralmente faço as capas dos vídeos do canal nele. O Photoscape também oferece esse recurso, no entanto gosto mais do Picmonkey pela diversidade de ferramentas e combinações. Dos editores on lines que já testei, com certeza esse é melhor.

{Lightroom}

Diferente dos programas citados anteriormente, o Lightroom é inteiramente voltado para o uso profissional e requer um conhecimento mais avançado em edição de imagens. Quase todos os fotógrafos que eu conheço indicam esse programa. Não faz muito tempo que estou usando (acredito que desde o semestre passado) mas já estou adorando e sem dúvida é o meu preferido. A versão que eu tenho é a 5 e é pago pois faz parte do pacote Adobe.

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Uso o Lightroom para trabalhar com as fotos em formato .raw. Algumas câmeras, especialmente as Dslr’s oferecem além do formato convencional JPEG, o RAW. Por muito tempo trabalhei apenas em cima das fotos em JPEG e tá… é perfeitamente normal e aceitável que você continue trabalhando em cima desse formato. Só que, uma vez que você comece a editar suas imagens em cima do formato .raw, tudo muda!

Mas o que é o formato .raw?
Segundo o Wikipédia: Raw, ou formato cru, é uma denominação genérica de formatos de arquivos de imagens digitais que contém a totalidade dos dados da imagem tal como captada pelo sensor da câmera fotográfica. Tais formatos não podem ter aplicada a compressão com perda de informação, como ocorre com o popular JPEG.

Ou seja, é o negativo da sua foto. Nesse formato, não há compressão e a qualidade da foto é preservada na íntegra. Exemplificando: Quando você tira uma foto em JPEG, mesmo usando no modo manual e aplicando todos os recursos de iso, abertura e etc, ao passar para esse formato, o sensor de sua câmera aplica instantaneamente uma série de tratamentos em cima de sua imagem. Já no caso do formato Raw isso não acontece. Todas as configurações manuais aplicadas são preservadas, sem adições de tratamentos. Sendo assim, quando você passa a imagem em raw para o computador e consequentemente para o editor (no caso, o Lightroom) a edição será feita com mais fidelidade. O único empecilho desse formato é que ele não abre em qualquer editor e no visualizador de imagens do Windows, por isso é recomendado que você converta esse formato para a extensão DNG – (digital negative – negativo digital) e isso pode ser feito no próprio Lightroom, no momento da importação.

O que eu noto é que muitas vezes tendo programado bem a câmera e usando no formato raw para fazer determinada foto, no momento em que importo para o Lightroom acabo nem precisando corrigir muitas coisas. Na dúvida, é só acompanhar o histograma localizado na coluna direita, logo acima. Se você nunca ouviu falar nisso, recomendo essa leitura. Obviamente que não é sempre que dou sorte e que a luz é boa (apesar de eu me esforçar bastante), quando isso acontece é só compensar na exposição/contraste, realces e sombras, reduções de ruídos que tudo se ajeita.

No Lightroom também existem os presets que nada mais são do que pré-definições de edição. Eles servem para otimizar o tempo do fotógrafo. Ou seja, uma vez que você salve suas pré-definições (exemplo – foto em preto e branco ou vinhetas, entre outros) e queira utilizá-las em uma quantidade x de imagens de uma só vez, é só aplicar o preset escolhido. Assim, você não precisará editar uma foto de cada vez. Você tanto pode usar os que já vem nele, como também criar os seus. Outro recurso bacana é a forma de catalogar imagens, inserir seus direitos autorais e poder exportar suas fotos de forma também otimizada com pré-definições.

Quando eu uso o Lightroom?
Todas as fotos que vocês veem aqui das minhas maquiagens, especialmente as de tutoriais são trabalhadas com ele. Paralelo ao blog, também utilizo o Lightroom para trabalhar as fotos do JC Amigas da Beleza e claro, dos books que realizo profissionalmente. Como falei acima, é o editor que mais gosto. Além de amar fotografia, aprendi a gostar da parte de edição através desse programa. Ele tem uma interface bem intuitiva e se você já tem um certo conhecimento de fotografia, recomendo que estude sobre ele.

Na internet existem muitos tutoriais em vídeo e eu aprendi muito assistindo aos vídeos desses dois canais: Letra na FotoBeginners Fotografia. Vale a pena o click.

Como leitura complementar, deem uma lida nestes artigos:

Mais sobre o PicMonkey

Guia do Photoscape

Como tirar fotos bem focadas

Lightroom, primeiros passos

Dicas da Joy Dicas de Fotografia Vida de Blogueira

Fotografando: Dicas de fotografia para blog

O post de hoje é para mostrar à vocês como são os bastidores do blog. Como que eu fotografo as imagens que posto aqui, principalmente as de close das maquiagens. Que equipamentos eu uso, luz e técnicas. Senta, que esse post, vai ser longo…Antes de tudo, quero deixar claro que não sou profissional, embora eu seja uma grande curiosa. Me considero amadora e desde que entrei no mundo das DSLRS busco informações, dicas e técnicas. A cada artigo que leio, aprendo um pouquinho e vou treinando. Procurar por tutoriais e aprender as técnicas é ótimo, mas na minha opinião, treinar o olhar e a criatividade é bem mais importante. A junção dos dois é a combinação perfeita para um bom registro. E eu, que ainda estou engatinhando neste universo, já me vejo uma apaixonada pela arte.

Mas vamos lá! Meus equipamentos são: Câmera Canon T3i | Lente do kit 18-55 | Lente 50mm f1.8 | Controle remoto sem fio | Tripé e um iluminador de LED.

Investimento: Eu comprei a minha câmera juntamente com a lente do kit, aqui no Centro do RJ, através de uma pesquisa pelo site do Boa dica. Paguei pela câmera com a lente do kit R$1570 à vista. Um valor muito mais em conta, do que se eu comprasse por exemplo em lojas como Fnac, Extra e por aí vai.

A lente de 50mm também comprei através de uma pesquisa do Boa Dica, e foi no shopping Promoinfo, ambos no centro do rio. Paguei R$400 à vista. Para a canon, existe também a lente de 50mm f.14 mas estava fora do meu orçamento por ser bem mais cara. Consequentemente oferece efeitos melhores que a minha f1.8, que ainda sim é uma excelente lente e recomendada pela maioria dos fotógrafos.
Já o Iluminador de LED, eu comprei no site DX – Deal Extreme e paguei na época $40. Lá comprei o carregador e a bateria de lithium para ele. Se eu não tivesse feito isso, teria que usá-lo com pilhas normais e aí.. haja pilha e sem contar que a luminosidade fica bem inferior do que se eu estivesse usando com a bateria de lithium. Ele aceita os modelos: Panasonic CGR-D16S/Sony NP-FH70/NP-F550/6*AA .Eu paguei pela bateria $9 e pelo carregador $6 Totalizando: $55 aproximadamente, R$140 já com as taxas administrativas do cartão de crédito.

Se você não tem cartão internacional, pode comprar o iluminador de LED através do mercado livre, mas claro que vai pagar um pouco mais caro.

O Controle remoto sem fio eu paguei R$30 pelo mercado livre.
Sobre cada ítem

Câmera Canon T3i

É uma DSLR de entrada, e se você não sabe o que significa este termo, clique aqui. Ela vêm com a lente do kit 18-55. Tem 18 megapixels, sis­tema de foco automático baseado em 9 pontos e o disparo contínuo de até 3,7 imagens por segundo. Filma em Full HD, o lcd é portátil, tem sensor infravermelho, alguns modos de cena, entrada para microfone, entrada para controle remoto com fio, usb e Hdmi.
Ela tem muitos recursos, uma qualidade excelente – totalmente diferente das fotos que estamos acostumados a fazer com aquelas câmeras de bolso, as famosas compactas. Não que elas sejam ruins. Mas, é evidente que com uma dslr, a qualidade é infinitamente superior e profissional.

Para maiores detalhes sobre esta câmera, eu recomendo o vídeo manual do site Zona da Fotografia, que é sem dúvida um dos canais que eu mais busco informações quando o assunto é fotografia.

Lente 50mm f1.8

Uma lente de custo acessível, luminosa e que promove efeitos de fundo desfocado, entre outros. Sem dúvida é uma das lentes queridinhas dos fotógrafos. Para quem está acostumado com lentes zoom, vai encontrar algumas complicações nesta lente, já que é fixa. É o tipo de lente que te obriga a se movimentar mais. Se você quer se aproximar do que deseja fotografar, você precisa percorrer até o “assunto”. Neste artigo, você encontra mais especificações sobre ela.

Com certeza é a minha lente preferida. Apanhei um pouco para aprender a manipulá-la. Principalmente porque com ela, senti a necessidade de sair do automático e trabalhar com foco e modo manual. Uma coisa que facilitou muito a minha vida, ao trabalhar com ela, foi a compra do controle remoto. Como sou sozinha, era praticamente missão impossível tirar fotos de close, estendendo o braço. Com ela, eu preciso ter uma certa distância para conseguir fotos nítidas. Fato é, que a qualidade da foto muda completamente. Fica com cara de profissa mesmo.

Controle Remoto sem fio.

O meu modelo é o RC-06 e sua bateria é a CR2-25. Ele é compatível com vários modelos de câmeras canon. Você também tem a opção de comprar o controle com fio, mas eu acho este mais prático.

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Ele possui uma chave no verso, para disparo rápido e com atraso de 2segundos. Ele foi a minha salvação para tirar fotos de mim mesmo com a cinquentinha. Super recomendo.

Iluminador de LED

Depois que eu vi um post da Karen, do blog E aí Beleza sobre este iluminador, eu fiquei super tentada a comprar, devido a tamanha utilidade que ele tem. Luz na fotografia é tudo né gente?

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São 160 luzes de LED, equivalente a 145w. Você pode regular a iluminação com ele em 5 estágios e funciona em sua potência máxima com o auxílio de uma bateria de lithium. Ele é adaptável à um tripé ou você pode usá-lo no lugar do flash da câmera, encaixando-o na sapata. Super recomendo este iluminador. Depois que ele chegou para mim, uso sempre para fotos das minhas maquiagens, ensaios. Hoje em dia são poucas as vezes que uso o flash da câmera. A luz natural é sempre a mais recomendada, e quando preciso de uma luz artificial é este iluminador que recorro.

Como eu tiro as minhas fotos?

Depois de toda essa parafernália, rs apresentada. Chega a hora de falar como que eu tiro as minhas fotos de close.

Eu não vou me prender a parte técnica porque como eu disse acima, não sou profissional e trabalho muito mais minha sensibilidade do olhar do que própriamente a técnica. Mas eu recomendo que, se você tem uma dslr, que procure assim como eu tenho feito, artigos sobre. A gente sempre aprende algo interessante.

Toda vez que me maquio para algum post, me certifico se a câmera esta carregada suficientemente para que eu não fique a ver navios depois de ter feito toda a make. Sempre utilizo um tripé, para que a foto não fique tremida. Para as fotos de close do rosto e um pouco do colo, eu uso sempre a 50mm, com o auxílio do controle remoto. Quando faço as fotos em luz natural, não utilizo o iluminador de led. Mas geralmente, é de noite ou na madruga que faço as maquiagens para o blog, então preciso de luz artificial. Deste modo, eu coloco ele no lugar do flash da câmera e em potência máxima. Feito isto, eu me posiciono na frente da câmera à uma distância de 5 a 10m para que a foto possa sair nítida. Agora, se eu preciso de fotos de super close, onde só os olhos apareçam, eu recorro a lente do kit, 18-55 e coloco no zoom máximo. Me aproximo bem, inclino um pouco a cabeça e disparo. Olho aberto, semi-aberto ( meio vesga ou não ), fechado.. sempre rende bons clicks.

Onde eu edito?

Eu não gosto muito de edições. Não sei trabalhar direito no photoshop. Gosto muito do Photoscape, é leve e bem fácil de mexer. Nele, eu apenas melhoro o contraste e a luz e as vezes quando quero aquele efeito vintage, tipo instagram. São apenas estes efeitos que faço nele.

Quando quero fazer alguma montagem com mais fotos, lado a lado, uso o Picmonkey.

Considerações finais

Sei que tudo isso, no bico do lápis, parece caro ($) e você não precisa necessariamente ter todos estes ítens citados. No meu caso, logo que comecei o blog, eu tinha uma câmera compacta normal, sem muitos recursos, mas que era capaz de conseguir boas fotos. Com o tempo e a profissionalização, fui sentindo a necessidade de aprimorar minha qualidade de imagem.
Principalmente na minha área, onde nitidez é tudo. E eu não me refiro apenas ao fato de ser blogueira. Digo também para minha profissão de maquiadora. Imaginem só, se a cada foto que eu tirasse de trabalhos realizados, fossem de qualidade ruim, ou com baixa nitidez? Isso influenciaria fatalmente na divulgação do meu trabalho.

Se você tem a oportunidade de investir numa câmera, acessórios e iluminação, eu recomendo que você tenha estes ítens acima. Não precisa ser necessariamente uma câmera da canon. Antes dela, eu tinha nikon e gosto muito. A sony alpha nex ( que eu também já tive e sinto saudades ) é excelente. E o custo é bem similar. Invista também em iluminação. Você não precisa ter este iluminador. Você pode adaptar com luminárias de mesa. Duas laterais e uma acima, frontal. Isso já vai te ajudar e muito, para um bom resultado de imagem.

Me desculpem o post longo. Mas muita gente me pedia para explicar como eu fazia minhas fotos e eu acho super bacana este tipo de post. Dúvidas deixem aqui nos comentários ou me mandem por email: contato@joycebraga.com

 Espero ter ajudado vocês.